Foi então que eu assistia e vivia em um filme supimpa e serelepe, mas aí decidi que precisava por um tempo assistir outro, pausei minha personagem no primeiro, dei play em mim na nova película, e agora, quase 365 dias depois chegou a hora de voltar para a primeiro filme, mas nele só pude pausar eu mesma, agora serão novas cenas, novas tramas e caberá a mim entende-las ou não. Assusta um pouco.
Quando cheguei no segundo longa metragem, cheguei na historia de uma família que eu quase nada sabia, por um ano tentei entender os seus conflitos, suas interpretações e agora deixarei o roteiro, deixarei a cabeceira da mesa do jantar, como uma pessoa que é apagada das fotos de família, mas se deixa na memória daqueles que permanecem.
No cenário do filme, eram nomes de ruas e sinais e placas e conversas dispersas no transporte publico que eu não podia entender, era desconexão do real, era desligamento de mim, e por muito ainda é, mas agora sou também parte do todo, com toda a historia deixada pelas esquinas da vida temporária, possívelmente montada em uma bicicleta.
E o que se viveu foi imensurável, como dez anos dentro de um, tantas despedidas que tive medo de me acostumar com o adeus, os amigos de antes na vida de agora, tantas paradas de onibus, línguas incompreensíveis onde me comuniquei sorrindo, 300 kilometros de riso e lagrimas tambem, uma saudade do tamanho do Brasil, e tanta historia, tanta gratitude, tanta solitude dentro do eu e dos meus tantos questionamentos. Amor, muito amor, no clichesismo pleno da palavra, sem rodeios.
E teve muito daquelas duas pequenas meninas, que me beijam nos lábios, que andam sem roupas sem frescura na minha presença, me fazem cosquinha antes de dormir, tentam sambar jogando os pés pra cada lado, sabem contar até dez em português, fazem perguntas que me fazem rir muito e me ensinaram que a vida é um choro doído seguido de um riso muito, muito sincero.
No final das contas faltam só quatro dias e o primeiro filme esta esperando eu sair do pause.
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Tempo malandro, passou mesmo.
3 dizem que diz:
A gente nunca volta pra casa de verdade, acho. Provavelmente porque a gente nunca sai de casa de verdade também.
(hey, aproveite bem esses últimos dias)
lindo lindo Jenny!!!! Mas acredite, quando a gnt vive com sinceridade, nao somos jamais apagados das fotos de familia! É como se a sinceridade fosse um "filtro antiesquecimento", e que, sem rodeios, apela pras pieguices das nossas memorias de amor!!!
bjus mulheeer!!!!
Te amo tanto por esse texto...
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